Principais Modais de Transporte
No Mundo todo existem vários Modais de Transporte Público, veja abaixo cada um, suas histórias e suas características.
1. Transporte Rodoviário
De
acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística), hoje, o transporte rodoviário é o mais usado no
Brasil. E, segundo o Boletim Estatístico da Confederação Nacional de
Transporte (CNT), em fevereiro de 2017, 61,1% das empresas transportaram cargas
usando esse tipo de transporte. Responsável por cerca de 75% da distribuição,
o modal conduz de insumos a produtos industrializados.
O
uso de caminhões e carretas nas estradas do país cresce desde a década de 50.
As rotas incluem trajetos que cortam o país de norte a sul, embora esse formato
seja indicado para a logística de curta distância.
O
alto custo do frete — provocado pelo preço do combustível —,
dos pedágios e dos custos de manutenção — provocados pela baixa
qualidade das rodovias — é uma das grandes desvantagens do transporte
rodoviário.
As principais vantagens do modal de
transporte rodoviário são:
·
acessibilidade,
pois conseguem chegar em quase todos os lugares do território brasileiro;
·
facilidade
para contratar ou organizar o transporte;
·
flexibilidade
em organizar a rota;
·
pouca
burocracia quanto à documentação necessária para o transporte;
·
maior
investimento do governo na infraestrutura das rodovias, se comparada aos outros
modais.
Já as principais desvantagens do modal de
transporte rodoviário são:
·
alto
custo de carregamento, por causa do impacto direto que pedágios e alto valor do
combustível geram;
·
baixa
capacidade de carga;
·
menor
distância alcançada com relação ao tempo utilizado para o transporte;
·
maiores
chances de a carga ser extraviada, por causa de roubos e acidentes.
2. Transporte Ferroviário
A utilização de ferrovias para o transporte de cargas no
Brasil se iniciou em 1854 com a construção da primeira ferrovia no país. Entre
os anos de 1870 até 1920, esse modal era o mais utilizado para a atividade. Com
a priorização de investimento nas rodovias, as ferrovias passaram por um
declínio e hoje retornam a ser um dos principais modais de carga no Brasil. O
modal ferroviário é indicado para cargas de volumes muito grandes, que precisam
ser deslocados por longos trajetos. Precisa ser combinado com outros modais,
sobretudo o rodoviário, pois possui baixa flexibilidade (o carregamento chega a
um local fixo).
Entre
os modais de transporte, é o preferido para transportar mercadorias pesadas,
como minério de ferro, siderúrgicos e agrícolas.
As principais vantagens do modal de transporte
ferroviário são:
·
baixo
custo, porque tem baixa incidência de taxas e utiliza combustíveis mais
baratos;
·
grande
capacidade de carga;
·
menor
risco de acidentes e maior segurança no transporte da carga.
Por outro lado, as principais desvantagens do modal
de transporte ferroviário são:
·
rotas
fixas e inflexíveis;
·
pode
depender de outros modais de transporte para fazer com que as cargas cheguem
efetivamente aos seus destinos;
·
falta de
investimento governamental em ferrovias;
·
necessita
de maiores transbordos.
O
futuro do transporte ferroviário
Pensando em melhorar cada vez mais o uso
desse transporte, especialistas tentam desenvolver tecnologias que:
·
reduzam
o uso de energia;
·
aumentem
a velocidade dos trens;
·
diminuam
a poluição;
·
evitem
acidentes.
Uma
alternativa desenvolvida pelos indianos é o trem que utiliza a
energia solar como combustível, buscando promover a economia em combustíveis e
a diminuição da poluição. Uma alternativa encontrada pela Alstom, grupo
industrial francês, é o trem movido a hidrogênio, que tem como principal
objetivo eliminar em 100% a emissão de CO2 na atmosfera, demostrando também uma
preocupação com o meio ambiente.
Ainda
assim, para o Brasil, de nada ou pouco adiantará ter tecnologias para aumentar
a eficiência no transporte de cargas por meio de ferrovias. Pois, é necessário
que haja mais investimentos no aumento da sua malha ferroviária. O transporte
ferroviário é bastante sucateado e não recebe investimento substanciais do
governo. Isso impede que este modal se modernize no Brasil.
Já em alguns países, o transporte ferroviário é bastante utilizado e tem bastante destaque. A malha desse modal nos EUA, por exemplo, tem mais de 220 mil km de trilhos, sendo todos compatíveis, ou seja, com o mesmo padrão, possibilitando que o trem ande por diferentes regiões. Já a brasileira é bem mais enxuta: afinal, são 31.129 km e nem todos os trilhos são compatíveis.
3. Transporte Aéreo
O
transporte aéreo permite cobrir longas distâncias, em territórios nacional e
internacional, de forma ágil e rápida. Embora o modal tenha limites para
volume, tamanho e quantidade de material transportado, ele é indicado para o
carregamento de eletrônicos e outras mercadorias frágeis.
A
via aérea precisa ser combinada com outros modais para ser efetiva. Afinal, a
carga deve chegar até o aeroporto e depois ser escoada de lá.
As principais vantagens do modal de transporte
aéreo são:
·
percorre
longas distâncias independentemente dos acidentes geográficos que a rota possa
ter;
·
trânsito
livre e exclusivo;
·
aeroportos
próximos ou em centros urbanos;
·
modal com
o menor tempo de entrega da carga;
·
menor
custo com embalagens, pois a carga é menos manuseada durante seu trânsito.
As principais desvantagens do modal de transporte
aéreo são:
·
limitação
na quantidade de carga transportada;
·
custo
mais elevado que os demais modais de transporte citados;
·
necessita
de terminais de acesso;
· pode depender de outro modal.
4. Transporte Aquaviário
Assim
como o modal aéreo, o aquaviário é indicado para percorrer grandes distâncias,
embora de maneira mais lenta. A vantagem desse modelo é oferecer condições para
transportar bastante quantidade de carga, tal como o ferroviário.
Precisa
ser combinado com outros tipos de transporte para ser efetivo, uma vez que a
mercadoria precisa ser escoada dos portos. Além do oceano, o transporte
também necessita de rios que suportem a navegação de grandes
embarcações.
As principais vantagens do modal de transporte
aquaviário são:
·
capacidade
de transportar grandes quantidades;
·
percorre
longas distâncias;
·
baixo
risco de avarias nas mercadorias;
·
baixo
custo de carregamento.
As principais desvantagens do modal de transporte
aquaviário são:
·
tempo de
trânsito longo;
·
burocracia
na documentação de desembaraço da mercadoria;
·
necessita
de terminais especializados para embarque e desembarque;
·
alto
custo no seguro de cargas;
·
baixo
investimento do governo em portos e fiscalização para liberação das
mercadorias.
5. Transporte Dutoviário
O
transporte dutoviário é realizado por meio de dutos e tubos subterrâneos,
submarinos ou aparentes — e é realizado por meio da pressão colocada nesses
canais. Tem alto custo de instalação, mas compensa pela baixa necessidade de
manutenção.
Esse
modal é indicado para o trânsito de gases e líquidos. No Brasil, apenas 4% do
transporte é realizado por redes dutoviárias.
As principais vantagens do modal dutoviário são:
·
percorre
longas distâncias com baixos custos operacionais;
·
transporta
grande volume de carga de forma constante;
·
alta
segurança e confiabilidade do transporte.
As principais desvantagens do modal dutoviário são:
·
alto
custo de investimento inicial e fixo;
·
possibilidade
de acidentes ambientais em grande escala;
·
necessidade
de licença para atuação;
·
trajeto
fixo com baixa flexibilidade dos pontos de bombeamento.
Embora
o FOCO deste trabalho são os modais ferroviários, é importante entender os
demais modais de transporte, que apresentam características complementares que,
quando reunidas, podem ser utilizadas para otimizar o envio de mercadorias de
um local para outro. Embora exista o predomínio do modelo rodoviário no Brasil,
há potencial para o desenvolvimento do modelo ferroviário como alternativa visando
o aprimoramento logístico do país.
Há
uma matéria interessante no www.metrocptm.com.br
mostrando o aomento de usuários do metro, dados divulgados pelo
Metrô de São Paulo em seu relatório
anual de 2019. A participação do transporte sobre
trilhos subiu de 33% em 2017 para 37% no ano passado. Apenas o Metrô
(somadas as linhas operadas pela iniciativa privada), ampliou seu número de
viagens em 15% no intervalo de dois anos, indo de 1,3 bilhão de embarques para
quase 1,5 bilhão. Em contrapartida, o sistema de ônibus operado pela SPTrans, da capital
paulista, teve uma queda em número de viagens de 8%, embora ainda represente
42% do transporte coletivo da região metropolitana.

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